ESCUTAR É PERMITIR O FLUXO DA VIDA

Você já sentiu o prazer de começar a falar sobre um tema em uma roda de amigos, conseguir desenvolvê-lo recebendo a atenção interessada de quem te ouvia, e podendo expressar uma sequência complexa de sentimentos, razões, argumentos e conclusões, sem ser interrompido em nenhum momento? É uma sensação maravilhosa, não é? Isso é um parto bem sucedido.

 

Por que é uma sensação boa? Muito mais do que um prazer por ter sido por alguns instantes o centro das atenções, é um prazer por ter conseguido elaborar um conteúdo o mais próximo possível do que você realmente pensa e sente. Esse é o resultado final de receber atenção e não ser interrompido em sua fala. Parece simples, mas está ficando bem complicado conseguir essa façanha atualmente.

 

Falta de educação familiar? Falta de atenção na infância? Falta de educação escolar? Excesso de ansiedade? Problema cultural? Falta de respeito? De tudo um pouco, mas não vou entrar nessas análises. O fato é que, encontrar pessoas dispostas a escutar está se tornando uma raridade.

 

Basta iniciar a contar uma sequência de acontecimentos e alguém já faz a primeira interrupção, outro dá o primeiro conselho, outro se lembra de alguma coisa parecida que lhe aconteceu, aí outros dois abrem uma discussão paralela sobre o tema, e assim segue a “conversa”, e o primeiro que iniciou a contação de uma história tem as opções de: 1) lutar para ser ouvido, falando mais alto ou fazendo comédia, por exemplo; 2) desistir, seguindo o fluxo em desordem; 3) irritar-se, frustrar-se e retirar-se.

 

Escutar é muito amplo. Escutar é dar uma parte de si, é ter interesse verdadeiro no que a outra pessoa está relatando. Quanto maior o interesse que existe, mais a pessoa vai se abrir, e abrindo seu coração, verdades serão reveladas, não somente para quem ouve, mas principalmente para quem fala. Escutar é um ato de permitir, é abrir caminhos, é generosidade consciente, é um compartilhar de amor. Quem ouve de verdade, recebe mais do que uma história, recebe a parte de uma vida.

 

Permitir o desenvolvimento de uma fala sem interrupções é um ato de respeito, isso vai muito além do que um conceito moral, é o respeito pelo fluxo da vida que está nascendo em forma de “verbo”.

Preste atenção, por favor, em como você se comporta frente a alguém que te faz um relato. Faça essas perguntas a si mesmo: Estou ouvindo com atenção e interesse?

 

Estou permitindo que essa pessoa abra seu coração? Estou dando o meu melhor agora? Se uma dessas respostas for não, investigue o que precisa ser mudado e faça isso, mude. E aprenda a permitir o fluxo da vida em todas as suas interações.

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